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  • Foto do escritorVictor Camargo

Perspectiva ontológica de Winnicott

Atualizado: 26 de abr. de 2021


A dinâmica do ser, aproximações e diferenças em relação ao pensamento de Freud e Klein

Winnicott concebe um modelo ontológico que difere do encontrado na psicanálise de Freud e Klein. Na obra de Winnicott a noção de ser e necessidade de ser substituem a noção de pulsão, ampliando a teoria psicanalítica ao propor no local de “[...] um comprometimento primário da criança, e mais tarde do adulto [...]” (Phillipis, 1988, p. 30) para com a pulsão e sua satisfação, um comprometimento com o ser e a necessidade de ser que se dá, ainda que em diferentes níveis, sempre com o outro, isto é, em uma relação permeada por uma contínua dependência do ambiente e a tendência inata à integração que constitui o ser humano. Ao notar que o que move o ser está para além da satisfação instintual, Winnicott não o faz sob um viés filosófico, ainda que possivelmente influenciado pelas correntes de pensamento humanístico de sua época, é a experiência empírica, principalmente com psicóticos, que o autor vale-se para fazer notar que há processos clínicos relativos à “[...] angústias impensáveis, ao valor ou a futilidade à vida, ao sentido do ser, à perda ou a posse do senso de real [...]” (Loparic, 1997, p. 48) que não se encaixam em um olhar que busca compreender suas insatisfações (manifestações patológicas) tomando a vida instintual, verificando se esta é mais ou menos satisfatória, como base. Buscando compreender o ser humano além de suas satisfações instintuais, Winnicott diz que “Se partirmos do princípio de que se alcançou um grau razoável em termos de capacidade instintiva, veremos então novas tarefas para a pessoa relativamente saudável. Existe, por exemplo, a relação que ele ou ela mantêm com a sociedade , uma extensão da família.” (Winnicott, 1999, p. 9). Este tipo de entendimento acerca do indivíduo acaba por alterar a compreensão que Winnicott faz dos procedimentos adequados na clínica, diferentes tipos de paciente, isto é, pessoas em diferentes etapas do desenvolvimento (crianças ou adultos) necessitam de cuidados diferentes, neste sentido, nem sempre a interpretação do material inconsciente será o aspecto fundamental. Abram, em artigo publicado (2012) no International Journey of Psychoanalysis, observa as contribuições de Winnicott como uma ampliação da matriz simbólica freudiana originalmente edípica, segundo a autora, Winnicott foi capaz de promover esta ampliação devido suas experiências com pacientes em profundo estado de regressão e dependência do ambiente; com relação a este aspecto, o autor em sua introdução de Natureza Humana (Winnicott, 1990, p. 22), admite que resistiu a aceitar os casos muito trabalhosos, mas admite que durante a guerra foi “[...]forçado a tratar deste tipo de dificuldade.” (idem) em contato com crianças transferidas e que, nesta mesma época, foi inclinando-se lentamente “[...]à tentação de tratar de pacientes adultos do tipo psicótico.” (idem), o que lhe possibilitou a seguinte dedução : [...]e descobri que era possível aprender muito sobre a psicologia da primeira infância com adultos profundamente regredidos no decorrer do tratamento analítico, o que não teria sido possível pela observação direta de crianças, nem mesmo pela análise de crianças de dois anos e meio.(idem). É com base no tratamento de pacientes psicóticos, portanto, que Winnicott introduz na psicanálise aspectos que não dizem respeito a satisfação instintual. Este entendimento, situado na teoria do desenvolvimento de Winnicott, nota que a patologia que o paciente comunica ao terapeuta no contexto transferencial é oriunda de uma experiência traumática que interrompeu a sua continuidade de ser, tal experiência foi vivenciada em decorrência de falhas ambientais e necessita, a fim de que o desenvolvimento seja retomado, que o ambiente sustente uma regressão e a re-experiência deste momento no contexto analítico, revivendo, nesta segunda oportunidade, a experiência mediante a condições suficientemente boas fornecidas pelo analista que, dentro do processo , acaba por propiciar assim a retomada desta continuidade de ser. As descobertas clínicas de Winnicott acabam por notar que o bebê, ou criança, traumatizada trazida à tona no contexto clínico, ou então um paciente adulto regredido, por vezes pede que o analista atenda as suas necessidades, e não que, prioritariamente, as interprete. Colocando a experiência de ser como a mais fundamental e primeira das experiências, e sendo categórico quanto à importância da presença de um ambiente facilitador para que estas ocorram de forma satisfatória, é possível que Winnicott tenha aumentado a compreensão e as possibilidades de ação clínica ao elaborar e fornecer um contexto que identifica que em determinados momentos na análise, e em certos pacientes, a busca é de reviver um momento traumático, sendo tal busca uma tentativa de retomar as condições para que o curso do desenvolvimento ocorra de forma sadia , o que, nesta linha, significa que o ser possa expressar-se a partir de si-mesmo e não como uma reação à intrusão do ambiente. Esta perspectiva ruma, a medida que se desenvolve e recebe atenção por sua capacidade operativa na resolução de problemas clínicos, no sentido da ampliação, e não do descarte, do modelo estabelecido por Freud. Com relação a este inevitável movimento Blass (2013), notando a influência da obra de Winnicott, observa que é possível, alternativamente, adotar uma visão mais tradicional de suas contribuições, mas, para a autora, tal postura implicaria em atribuir-lhe um papel muito menos revolucionário ante ao que suas contribuições nos movem: a complexidade envolvida na expansão das fronteiras da psicanálise. Winnicott irá observar e descrever o processo de desenvolvimento humano voltado para outro fim do que a progressão dos instintos ou a administração de seus conflitos. Optando por fazê-lo dentro de uma linha evolutiva que vai do estágio da dependência absoluta à independência relativa, passando pela dependência relativa, o que move o indivíduo não é, apenas, a satisfação instintual como teria feito Freud em sua teoria do desenvolvimento da sexualidade. Fulgencio (2013a) observa que Winnicott discordou que o processo de desenvolvimento do ser humano pudesse ser reduzido a linha instintual, há para o autor aspectos (necessidades de ser), caracterizados como a linha identitária ou a linha de desenvolvimento do ego, de maior importância a serem considerados. Winnicott e Klein direcionaram-se para o estudo do desenvolvimento emocional precoce atribuindo a este período fundamental importância, contudo, o olhar direcionado ao fenômeno difere à medida que Winnicott, desde o início, discorda que aquilo que o bebê busca é a gratificação instintual mediada pela relação com um objeto. Retomando: e o que moveria então o indivíduo se não a satisfação instintual? Para Winnicott a necessidade primordial é a de ser, desde o início, expressa através de sua permanente luta para continuar sendo. Localizando a experiência de ser como o início da existência, o autor é enfático ao afirmar que “A continuidade do ser significa saúde[...]” (Winnicott, 1990, p. 148). Este ser, postulado por Winnicott, a afim de que possa vir de fato a existir, e assim continuar sendo, só poderá fazê-lo na presença de um ambiente facilitador. Este ambiente, no início, deve ser um ambiente sensível, em permanente e contínua adaptação a estas necessidades que derivam, inicialmente, simplesmente do fato de existir, de estar vivo. Inicialmente o bebê é absolutamente dependente do ambiente, e, marcando uma diferença crucial das demais teorias psicanalíticas, Winnicott entende que “Nos estágios iniciais a dependência do ambiente é tamanha que não há utilidade alguma em pensarmos no novo indivíduo humano como sendo ele a unidade. Nesse estágio, a unidade é o conjunto ambiente-indivíduo” (Winnicott, 1990, p. 153). Esta percepção de Winnicott, do conjunto ambiente-indivíduo, difere da ideia de Klein sobre a vida pós-natal e as experiências as quais o recém-nascido vive. Para a autora, apoiando-se na definição freudiana de ego como “[...] a parte organizada do eu, constantemente influenciada por impulsos instintivos [...]” (Klein, 1963, p. 5), o bebê, desde o início, tem como prioridade administrar seus instintos; este equilíbrio -parte organizada da personalidade/impulsos instintivos- é o que busca o indivíduo, pode-se dizer, é aquilo que o move e está na base de sua existência. A busca do equilíbrio é tarefa do ego e tem início já após o parto: “Meu trabalho levou-me a supor que o ego existe e opera a partir do nascimento e que[...] tem a importante tarefa de defender-se contra a ansiedade estimulada pelo conflito interno e pelas influências de fora.” (idem, p. 6). O ego nesta perspectiva controla a situação que advém do fato de sair do útero e vir a habitar o mundo. Klein não ignora, no entanto, a existência da mãe, mas a atribui um valor relativo junto aos mecanismos mentais do bebê. Isto é, ela nota que no início: [...] a mãe é introjetada e que isto é um fator fundamental do desenvolvimento.[...] A mãe nos seus bons aspectos – amando, ajudando e alimentando a criança- é o primeiro objeto bom que a criança inclui em seu mundo interior. Sua capacidade de conseguir isto, gostaria de sugerir, é até certo ponto inata. (idem, p. 8) Diferentemente de Winnicott, aqui não se pode falar de um conjunto ambiente individuo, o bebê já é, ontologicamente, independente da mãe, tem um interior e um exterior, a mãe auxilia o embate que se da entre o ego e os impulsos instintivos, é um elemento importante, mas coadjuvante frente a busca de equilíbrio figurada no modelo pulsional e os processos mentais envolvidos. Para Winnicott a presença da mãe é fundamental, é este contato que propicia ao bebê o sentimento de que existe e que poderá continuar existindo, o bebê, amalgamado com sua mãe, de início ainda não é sujeito de uma relação (apenas, logicamente, para o observador), não tem noção, portanto, da existência de um interior e um exterior, não fantasia acerca de nada por que vive dentro de sua realidade subjetiva, sua busca é de ser e é alcançada – para ser perdida e reencontrada depois novamente - somente pela sustentação de uma mãe atenta as suas necessidades. Winnicott não discorda da existência dos mecanismos psíquicos descritos por Klein, sua insatisfação é com a aplicação desta teoria às fases mais primitivas, pare ele tais funções são muito complexas e pertencem a uma fase posterior do desenvolvimento. Neste sentido, ao analisar o trabalho de Klein, Winnicott observa “não haver nenhuma referência específica ao estágio em que o lactente existe tão-somente por causa do cuidado materno [...]” (Winnicott, 1983h, p. 42). Anterior, e mais importante, que a satisfação instintual, o sentimento de ser, de existir, de ser real, é o aspecto fundamental e motor da existência humana, tal experiência se desenvolve e ganha complexidade por meio da tendência à integração do ser humano em contato com um ambiente facilitador, a partir desta primeira experiência os instintos poderão adquirir algum significado para o ser humano, não antes.

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